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Atividade física na gravidez deve ser estimulada em qualquer contexto socioeconômico, diz estudo16/08/2022

Fazer atividade física na gravidez traz benefícios para a mulher, independente do contexto em que ela viva. Um estudo brasileiro mostrou que, quando a mãe fazia pelo menos 150 minutos de exercícios por semana, as chances de o bebê desenvolver diabetes e obesidade na infância são menores, mesmo em comunidades de baixa e média renda.

Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-SP) analisaram dados de 500 voluntárias para entender como a rotina de atividade física da mãe na gestação influenciava no peso do bebê ao nascer. Todas as participantes viviam na cidade Cruzeiro do Sul, uma cidade do Acre com cerca de 88 mil habitantes. (...)

Os resultados mostraram que apenas 7,3% das gestantes no segundo trimestre e 9,5% no terceiro alcançaram os 150 minutos semanais de atividade física, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Infelizmente, essa não é uma particularidade de Cruzeiro do Sul. Até hoje muitos profissionais recomendam repouso nessa fase da vida, principalmente no primeiro trimestre de gestação. No entanto, temos fortes e sólidas evidências sobre os benefícios da atividade física no lazer para o binômio materno-infantil”, diz Maíra Malta, professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Católica de Santos (Unisantos) e uma das autoras do artigo. 

Os pesquisadores perceberam que o hábito de praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física no terceiro trimestre estava relacionado a uma diminuição média de 137 gramas no peso de nascimento dos bebês, o que é positivo para evitar consequências como obesidade e diabetes na infância. Mas essa diminuição não fazia com que os pequenos nascessem com peso abaixo do ideal. "Ou seja, a atividade física reduz o risco de o bebê apresentar peso excessivo ao nascer, sem levar ao extremo oposto”, explica Malta. (...) 




Fonte: Revista Crescer