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REVISTA E.F. Nº 44 - JULHO DE 2012
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Badminton na linha do equador

apaixonado pelo esporte, Profissional de Educação Física difunde o badminton no  amapá.

Bastante popular na Ásia, o badminton só chegou maciçamente aos lares brasileiros pela TV, durante as disputas dos Jogos Pan-Americanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro. A raquete mais alongada, a peteca no lugar da bola e a semelhança com o tênis logo se tornaram assunto em todo o país. Mas, se os brasileiros achavam graça de atletas acertando petecas com uma raquete “estranha”, o badminton já começava a chegar ao Norte do país – mais precisamente, à Linha do Equador. Pois foi justamente no início daquele ano de 2007 que o Profissional de Educação Física Aldir Dantas (CREF 000349-G/AP), do Amapá, passou a se interessar e investigar sobre o esporte.

para saber mais...
www.badmintonap.blogspot.com

“Conheci através de alguns amigos que deixei no Piauí (sou piauiense), que começaram a me falar sobre badminton, como ele era muito bom e que a meninada estava adorando. Como sou professor de Educação Física, de cara o assunto chamou minha atenção, então comecei a pesquisar na internet sobre o assunto”, conta o profissional. Após um contato inicial com a Confederação Brasileira de Badminton, Aldir foi convidado a assistir a um campeonato em Campinas. “Fui, gostei do que vi, ou melhor, me apaixonei de cara pelo esporte”, relembra.

Depois dessa experiência, Aldir resolveu difundir o badminton no Amapá com aulas abertas à população. “Eu me sinto grato pela forma que o estado me acolheu e me achei na obrigação de retribuir oportunizando jovens e adultos a conhecerem esse esporte maravilhoso”. Hoje, ele preside a Federação de Badminton do Amapá e vê a prática do esporte se popularizar cada vez mais. Porém, o início não foi promissor: “Nossa maior dificuldade foi a falta de espaço! Os locais onde poderia ser jogado o badminton, ginásios fechados, eram todos ocupados pelos outros esportes e ninguém conhecia badminton em Macapá. Chegamos ao ponto de ter que alugar quadras para poder jogar!”, ressalta. Ele ainda lembra a dificuldade para comprar material, tendo que “se virar” com apenas oito raquetes, uma rede e dois tubos de petecas. “Consegui que as lojas de esporte, importadoras e até papelarias vendessem equipamento de badminton aqui no estado”, comemora. As ações da Federação chegaram também à rede mundial de computadores, com a criação do blog Badminton no meio do mundo. “Ele foi idealizado pelo vice-presidente Daniel Amanajás para divulgar o badminton. O blog já tem quase 50.000 acessos e é fonte de pesquisa certa de muitos outros blogs e sites que falam do esporte”, conta, orgulhoso.

Em cinco anos, Aldir calcula que aproximadamente 800 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, tenham sido iniciadas no badminton através de suas aulas. “Em sua grande maioria, [os praticantes] estão em Macapá, mas já conseguimos levar para quatro municípios – Santana, Porto Grande, Mazagão e Ferreira Gomes. Nesse ano de 2012, quero alcançar os outros 12 municípios restantes”, planeja. Ele reforça que o badminton tem espaço como esporte a ser praticado na escola, no âmbito da disciplina de Educação Física. “É um esporte que não tem preconceito, aceita e se adapta a todas as crianças, sejam elas deficientes ou não. Percebe-se, com experiências com crianças em idade escolar que praticam o badminton, que elas participam de forma competitiva, respeitando as regras e não discriminando os colegas, suportando pequenas frustrações e evitando atitudes violentas”, avalia.


Apesar de todas essas conquistas, Aldir acredita que há ainda muito a fazer, e que a principal meta hoje para a popularização da modalidade pelo Brasil é o apoio e o patrocínio. “Quem trabalha hoje com badminton no Brasil faz por amor, faz por paixão. Não temos ainda o apoio necessário, não temos patrocínio, não temos ainda o espaço que as outras modalidades possuem. Sonho com o badminton sendo apoiado em todo Brasil”, finaliza.


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