Quarta-feira, 1 de outubro de 2014
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REVISTA E.F. Nº 37 - SETEMBRO DE 2010
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A Educação Física na MÍDIA

Nos últimos anos, a Educação Física vem sendo cada vez mais valorizada pela população. Diversas mídias impressas (jornais e revistas), eletrônicas (TV e rádio) e on-line (sites noticiosos) vêm publicando frequentemente reportagens relacionadas à saúde, defendendo a importância da prática da atividade física orientada por um profissional capacitado, ou seja, o Profissional de Educação Física.

Alguns fatores poderiam explicar este aumento expressivo de reportagens, como as campanhas do Sistema CONFEF/CREFs quanto à prática de atividade física orientada; as ações dos CREFs junto às mídias de suas respectivas regiões; a divulgação de pesquisas comprovando a eficácia dos exercícios para a saúde, bem como para o tratamento de uma série de doenças; dentre outros fatores.

No entanto, sem dúvida, um fator merece destaque neste contexto: o trabalho do próprio Profissional de Educação Física, pois é através da divulgação dele que a percepção da sociedade sobre a profissão ganha maior positividade.

Em Minas Gerais, por exemplo, o Profissional de Educação Física Emerson Silami Garcia (CREF 000046-G/MG), diretor do curso de Educação Física e Fisioterapia da UFMG, esteve presente em junho nos estúdios do “Bom Dia Minas” – programa matinal da TV Globo local – para falar sobre os mitos e as verdades sobre a prática de atividades físicas.

“Hoje, a Educação Física é uma profissão regulamentada da área da Saúde. A atividade física é considerada na verdade como um remédio. Então todo indivíduo que vai praticar atividade física visando a recuperar ou melhorar a saúde deveria primeiro passar por uma avaliação médica e, em seguida, procurar um profissional da área para que faça de forma orientada, evitando causar prejuízos para a saúde, ao invés de benefícios”, explicou o profissional na ocasião, que tirou as dúvidas mais comuns entre os telespectadores.

No mês seguinte, o profissional Vinícius Zimbrão (CREF 000860-G/RJ) participou do programa “Globo Comunidade”, que vai ao ar aos domingos também na TV Globo. No estúdio, Prof. Zimbrão deu dicas sobre exercícios fáceis de se fazer durante o dia a dia, especialmente para as donas de casa, que costumam colocar a culpa na “falta de tempo” quando o assunto é atividade física.

“Tem que se movimentar. Nesta questão da obesidade, eu acho que a pessoa deve ter a preocupação em contrabalancear o que vai ingerir de calorias durante o dia e a prática de atividades físicas”, sugeriu o profissional.

“Hoje, a Educação Física é uma profissão regulamentada da área da Saúde. A atividade física é considerada na verdade como um remédio. ”

A importância das pesquisas para a Saúde

Também é indiscutível a divulgação de pesquisas que trazem algum valor benéfico para a saúde e qualidade de vida de todos. No campo da Educação Física, cada vez mais tais estudos vêm ganhando destaque, especialmente os que comprovam a atividade física como sendo essencial para a obtenção de melhores condições de vida, assim como para a recuperação de pacientes de diversas patologias.

Em recente estudo, durante uma pesquisa de mestrado na Universidade de São Paulo (USP), a Prof. Ludmila Gomieiro (CREF 068519-G/SP) comprovou que exercícios respiratórios feitos sem a ajuda de nenhum tipo de aparelho podem melhorar significativamente a qualidade de vida de pessoas portadoras de asma. Tal descoberta ganhou destaque nos principais jornais do país, inclusive em renomados como o “Correio Brasiliense”.

Na reportagem, a profissional afirma que percebeu a eficiência dos exercícios de respiração no controle da doença ao ministrar aulas de Educação Física para um grupo de asmáticos. “Eu cheguei a ver alunos que estavam em crise e conseguiam revertê-la fazendo os exercícios respiratórios”, conta.

Outro caso que ganhou grande repercussão na TV, até mesmo pela duração do programa (cerca de 30 minutos), foi a participação da Prof. Cristine Ottoni (CREF 009114-G/RJ) no programa global “Brasileiros”, que vai ao ar às quintas-feiras. Além de sensibilizar os expectadores, o trabalho da profissional com portadores de síndrome de down ressaltou que a importância do Profissional de Educação Física que atua com esse público vai além da parte técnica.

Perguntada pela repórter sobre qual característica principal o Profissional de Educação Física que trabalha com portadores de doenças mentais deve possuir, a Prof. Cristine foi enfática: “Amor. Se não tiver isso pode ser o acadêmico, ou mesmo o doutorando, que não vai conseguir fazer o trabalho bem feito”.

Os casos relatados acima foram apenas alguns dos ocorridos entre junho e julho deste ano. Certamente, entre o fechamento desta edição da Revista EF e a sua leitura desta matéria, outros profissionais de Educação Física foram entrevistados, tiveram seus nomes estampados nas páginas de jornais e revistas, ou suas falas e imagens propagadas pelas emissoras de rádio e TV – na maioria das vezes defendendo a importância da prática de atividades físicas para a promoção da saúde de todos.

“Eu cheguei a ver alunos que estavam em crise e conseguiam revertê-la fazendo os exercícios respiratórios”

Contudo, é essencial que as atividades sejam orientadas e dinamizadas por profissionais de Educação Física. Caso você leitor se depare com algum artigo, entrevista ou reportagem contrária a essa afirmação, encaminhe e-mail para confef@confef.org.br ou entre em contato com o Conselho para que possamos alertar a mídia sobre os riscos que estas informações equivocadas podem proporcionar à população.

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