Sábado, 18 de maio de 2013
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Clipping

Sem monitor, academia ao ar livre favorece lesões (27/6/2012)

Nesta quarta-feira (06/06) Santo André ganhou mais uma Academia ao Ar Livre, desta vez na praça Das Crianças, vila Linda. No dia 02/06, a praça Garibaldi, no bairro Tamarutaca, recebeu a primeira unidade do gênero num núcleo habitacional do município. Ambas fazem parte do projeto da Prefeitura de oferecer 49 espaços até dezembro, mas que é alvo de críticas do Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4-SP).

Para o órgão, que emitiu ofício a 645 prefeitos do Estado, a onda de academias abertas em espaços públicos representa risco de lesões musculares e articulares e até de morte para o usuário. “Temos verificado que estes espaços não oferecem orientação profissional sobre o uso adequado dos equipamentos e está nos cheirando mais politicagem do que prestação de serviço”, afirma Flávio Delmanto [CREF 000002-G/SP], presidente do CREF4-SP.

As crianças, idosos e os portadores de patologias, como cardíacas, são a principal preocupação do conselho. Segundo Delmanto, as crianças correm o risco de se machucar nos equipamentos, que começam a se deteriorar, enquanto os demais podem até sofrer um infarto e morrer por falta de socorro. Delmanto chama atenção para o uso dos equipamentos que exigem equilíbrio no uso por parte do público da terceira idade e para a falta de manutenção dos aparelhos.

O executivo descarta que a preocupação do órgão seja sobre reserva de mercado para os profissionais. “É uma ação pública que precisa ser organizada e responsabilizada”, diz o presidente do CREF4-SP. Para o especialista, bastaria fechar e determinar horários de uso, com suporte de profissional habilitado, para o custo benefício dos espaços saírem quase de graça.

Projeto de lei

Na Câmara, a presença de um educador físico nas academias ao ar livre é tema de projeto de lei protocolado dia 8 de maio pelo vereador José Montoro Filho (PT), o Montorinho. Baseado no artigo 1º da lei 7.304, de 31/101995, que obriga a disponibilização dos meios para atividade física à supervisão e responsabilidade técnica de um professor de educação física, o parlamentar solicita a presença de um profissional habilitado em todos os locais, fechados ou abertos.

Em resposta ao requerimento do parlamentar à Prefeitura sobre o ofício do CREF4-SP, o Paço informou, também por meio de carta, que “inexistem irregularidades na utilização dos aparelhos, os quais estão em perfeita consonância com a Constituição Federal e os dispositivos infraconstitucionais”. “É uma resposta que não condiz com a realidade”, analisa Montorinho. Procurada, a Prefeitura não atendeu ao contato da redação.

Novidade está em quase todo ABC

São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires também possuem academias ao ar livre gratuitas para a população. Os equipamentos disponíveis pelo poder público trabalham a parte muscular, como extensão lombar, peitoral duplo, e também a parte cardiovascular, como a bicicleta.

Instaladas principalmente em parques, boa parte das academias expõe, logo na entrada, placas indicativas sobre a forma de utilizar os aparelhos, porém não conta com monitor especializado que ajude na orientação dos exercícios, como recomenda o Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo. “Não somos contra a iniciativa, apenas queremos que a população seja bem atendida e protegida”, defende o presidente do Conselho, Flávio Delmanto. O CREF4-SP congrega quase 100 profissionais. (MSD)

Fonte:  Repórter Diário

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